Marketing Digital 17/04/2013

Quanto cobrar pelos meus serviços? 12 pontos que deve analisar

Luciano Larrossa Publicado por Luciano Larrossa

Quanto devo cobrar pelos meus serviços? Esta pergunta é feita dezenas e dezenas de vezes todos os meses aqui na Escola Freelancer. Já explicamos sobre isso no nosso artigo sobre quanto cobrar pelos serviços de redator ou no post sobre como definir os preços. Temos também essa resposta no nosso ebook Ser Freelancer. Mas hoje vamos explorar este tema de uma forma ainda mais profunda, retirando todas as dúvidas que ainda possam existir sobre esta temática. Afinal, ela é imprescindível quer você seja um freelancer ou mesmo o dono de uma agência. O preço a cobrar pelos serviços faz toda a diferença e pode colocar você num patamar mais elevado caso o valor seja bem escolhido.

Mas qual o motivo para as pessoas terem tantas dúvidas na escolha do preço para os serviços? Em primeiro lugar porque têm medo de errar. Não querem cobrar a mais nem a menos. Querem cobrar o valor justo. Por outro lado, estão com medo de perder uma grande fatia de clientes devido ao preço. E o medo, como todos sabemos, bloqueia a velocidade da nossa evolução. É a todas estas dúvidas que pretendo esclarecer neste artigo.

1. QUAL A SUA EXPERIÊNCIA?

A experiência é um fator fundamental na escolha do preço. Se você for menos experiente deve cobrar um pouco menos. Se estiver há vários anos no mercado, poderá cobrar um pouco mais. Apesar de parecer fácil de definir tudo isto, é necessário passar estes fatores para a realidade. O que é, afinal, ser um profissional experiente? Eu considero que a partir do momento que você tem, pelo menos, dois anos de experiência trabalhando a tempo inteiro isso será suficiente para considerar que tem alguma experiência. Se estiver há cinco anos, melhor ainda.

Dica de artigo: 14 dicas para se preparar para a carreira de freelancer

2. RESULTADOS

O profissional vive de resultado. Quanto melhor for o seu resultado, mais seletivo você deve ser com os seus clientes. A melhor forma de expor os seus resultados e definir os preços é olhar para os números.

Qual foi o cliente que trabalhou consigo e que conseguiu uma boa evolução?

Pegue nesse caso e faça dele um exemplo. Se você conseguir quatro ou cinco casos de bons resultados, melhor ainda. Com esses exemplos, você poderá cobrar um pouco mais. Enquanto não conseguir bons cases studies, o seu preço não poderá ter uma subida relevante.

3. MARCAS DE RENOME

Trabalhar com marcas de renome é outra forma de conseguir aumentar o seu preço. Com quantas marcas de renome você já trabalhou? Se a sua resposta for “várias”, então é porque você poderá ter um preço acima da média. Se por outro lado ainda não conseguiu um cliente conceituado, o seu preço deverá manter-se mais baixo.

4. QUANTIDADE

Eu sei que quantidade não é qualidade. Porém, esse fator também deve estar incluído. Afinal de contas, ter trabalhado com 100 clientes de nível intermédio é um indício positivo, apesar de não ser considerado fabuloso. Mas para os clientes isso é importante. Por isso, se já trabalhou com dezenas e dezenas de clientes, o seu preço poderá subir um pouco mais. Caso contrário, continue procurando por novos interessados no seu trabalho.

Dica de artigo: Sites para conseguir emprego freelancer

5. TENDÊNCIA DO MERCADO

A tendência do mercado é importante. Se o seu mercado está em alta, o preço a cobrar pode ser um pouco superior. Se por outro lado, ele está em queda, o preço terá de ser automaticamente mais reduzido. É a lei da oferta e da procura. Por isso, antes de definir o preço, lembre-se: em que fase está o seu mercado?

6. O QUE VOCÊ PODE DAR AO CLIENTE?

Como referi várias vezes aqui no blog, o freelancer não pode estar apenas preocupado em receber do cliente. Ele tem que se focar no que ele pode oferecer a esse mesmo cliente! Uma das formas de saber o preço que vai definir é pensar do lado do cliente.

  • O seu trabalho vai permitir que ele aumente os ganhos?
  • Quanto é que ele poderá ganhar com isso?
  • O seu trabalho vai continuar a gerar lucros posteriores?

Se o seu trabalho fizer subir os rendimentos do seu cliente, o preço a cobrar pode ser um pouco superior. Por outro lado, se for um trabalho de manutenção, o preço deve ser ligeiramente mais reduzido.

7. QUAL A SUA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA?

A localização geográfica conta muito na hora de definir o preço. Não digo que você tenha de usar uma tabela para cada Estado do Brasil, mas deve ter em conta a sede da empresa. O preço para uma empresa de São Paulo não deve ser o mesmo que é praticado para uma empresa de Porto Alegre. O custo de vida é diferente, a capacidade de pagamento da empresa é diferente, etc. Por isso, se aparecer alguma proposta, tenha em consideração o local da empresa e se puder ganhar um pouco mais com esse projeto, aproveite!

8. ESTRATÉGIA DE NEGÓCIO

A sua estratégia de negócio pode dizer muito sobre o seu preço. Se os seus concorrentes estiverem a cobrar um preço mais caro, você poderá optar por um preço mais barato e oferecer um serviço de menor qualidade. Por outro lado, se os seus concorrentes estiverem a apostar num preço mais reduzido, você pode fazer diferente e tentar vender mais caro mas com mais qualidade. Por isso, a definição do preço do serviço muitas vezes está relacionado com uma questão estratégica. Conquistar o mercado adotando uma postura e um preço diferente pode ser uma excelente opção.

Dica de artigo: MyPrice: um excelente aplicativo para definir preços

9. QUEM É O CLIENTE?

Além da localização geográfica, também é importante saber quem é o seu cliente. Afinal de contas esta pode ser uma excelente oportunidade para conseguir ganhar alguns valores extra. Se for uma empresa de renome, poderá cobrar um pouco mais, ganhando assim mais dinheiro e notoriedade ao mesmo tempo. Porém, se for uma empresa menos conhecida, não aconselho que faça o processo contrário. Ou seja, não baixe os seus valores apenas porque a empresa tem menos poder de compra. Caso contrário poderá ficar trabalhando muito abaixo do valor que deve cobrar por hora. Esta é uma dica importante mas deve ter sentido único.

10. QUAIS OS CUSTOS QUE ESTÃO ASSOCIADOS?

Na hora de definir os preços, os custos que estão associados a esse projeto também devem ser contabilizados. Quanto você terá de investir nesse projeto (compra do domínio, compra de ferramentas, etc)? Terá de contratar outros freelancers para realizar algumas tarefas? Ou terá mesmo de adquirir novos materiais? Tudo isso conta no momento de escolher o preço do seu serviço.

Dica de artigo: Questões que deve fazer antes de contratar um funcionário

11. JÁ EXPERIMENTOU AUMENTAR UM POUCO O PREÇO?

Muitas vezes os profissionais acabam perdendo grandes quantidades de dinheiro apenas pelo receio do aumento do preço. Têm medo de perder alguns clientes se subirem o preço. Esse é um medo compreensível, mas que pode estar funcionando contra esses profissionais. Afinal, eles podem estar perdendo vários reais todos os meses apenas porque têm receio de subir um pouco mais o valor. A solução para tudo isso é muito simples: teste! Teste com um ou outro cliente e veja a reação deles. Se for positiva, é sinal que você ainda tem margem para subir o preço dos seus serviços. Se for negativa, sempre poderá manter os clientes antigos pelo mesmo valor e assim também ficará sabendo que possivelmente já atingiu o teto máximo de cobrança de valores.

12. ÚLTIMA DICA: NÃO SE PREOCUPE COM ISSO

O preço está sendo um impeditivo para você começar? Então esqueça o preço. Olhe para os seus concorrentes e defina o que você acha justo. O preço jamais deve ser um impedimento para você iniciar os seus primeiros projetos. Com o tempo, você acabará por descobrir qual o valor certo do mercado.

E você, quais são os pontos que analisa antes de definir os preços? Acrescentaria algum ponto aqui?

Abraço!

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