Marketing Digital 12/06/2011

A história de Jack Dorsey, o fundador do Twitter

Luciano Larrossa Publicado por Luciano Larrossa

O Twitter comemora cinco anos em Junho e por isso decidi partilhar com os leitores como esta excelente rede social foi criada e o que você pode aprender com isso. Conhecer a história de outros empresários vitoriosos pode sempre servir para se inspirar e conseguir acreditar que pode ter sucesso enquanto freelancer. Sempre gostei de ler biografias de diversas personalidades a nível mundial porque acredito que podemos aprender muito com o percurso deles e depois adaptar ao nosso dia-a-dia.

E a história de Jack Dorsey, fundador do Twitter, como conta a revista sábado, é um grande exemplo disso mesmo. Este empresário sempre gostou de se distinguir pela diferença. Quando era pequeno, o seu passatempo preferido era desenhar e pesquisar mapas. O seu quarto estava sempre repleto de mapas de estradas e percursos do metro. Aos 15 anos tinha sempre o rádio ligado, mas não ouvi música. O adolescente preferia ficar escutando a frequência dos bombeiros e da polícia. Cada vez que uma ambulância era chamada, Jack fazia um pequeno ponto no mapa que tinha desenhado no computador, definia o percurso que ouvia no rádio e seguia o trajeto até ao local da emergência.

Em meados do ano 2000 percebeu que mais interessante do que seguir ambulâncias, era saber o que os amigos andavam a fazer na cidade. E assim nasceu o Twitter. Apesar de ter tido a ideia aos 24 anos, o jovem Jack apenas a pode concretizar aos 30. Isto porque quando em 2000 tentou enviar uma mensagem a dizer onde estava (“Estou no Bison Paddock a ver um bisonte”) teve um problema: nenhum dos seus amigos podia receber emails no celular. Como o nome inicial de stat.us, o projecto de Jack Dorsey teve que esperar.

Sem conseguir angariar investidores, o jovem pensou seguir outro dos seus hobbies: ir para o jardim e desenhar folhas de árvores a carvão. Contudo, a nova aposta durou até o pulso dorido o ter levado até uma consulta de massagem terapêutica. Encantado com a sessão, Jack Dorsey decidiu trocar as pinturas por aulas de massagem e mudar-se de Saint Louis para San Francisco. Mas logo percebeu que existiam muitos massagistas na cidade e resolveu ganhar a vida como programador de software náutico. Mas este primeiro emprego na cidade não durou muito tempo, sendo quase despedido por utilizar brinco no nariz.

Jack sempre foi bastante proativo. Aos 21 anos decidiu que queria trabalhar na DMS, uma empresa expedição de correio. Para conseguir um lugar, procurou o email do presidente-executivo e escreveu-lhe a seguinte mensagem:

“Tem uma falha de segurança no seu site. Aqui está a forma de a resolver. Já agora, escrevo o código do software de expedição de encomendas”

Resultado? Conseguiu o emprego e mudou-se para Nova Iorque. O destino de Jack Dorsey mudou quando soube que a Odeo, uma nova empresa tecnológica, estava a contratar em São Francisco. Preparou um currículo reduzido e assinou apenas como Jack. Foi contratado mas não ficou muito entusiasmado. Segundo o próprio, “era uma empresa que fazia podcasts e eu não tinha grande interessa em podcasts”.

Insatisfeito, começou a ter aulas de estilismo para aprender a desenhar calças de ganga. Durante as 10 sessões aprendeu a desenhar e a coser saias. Mas acabou por desistir antes de chegar às calças. Isto porque em 2006 o uso de celulares e de mensagens escritas disparou nos Estados Unidos e o seu projeto planeado há seis anos tinha, agora, pernas para andar. Nesse momento deixou as rastas, os brincos nas orelhas e o piercing no nariz. Apesar das mudanças, ainda hoje em dia mantém a tatuagem de trinta centímetros no antebraço. Com toda esta evolução, neste mesmo ano foi nomeado presidente do Twitter.

Mas a liderança não durou muito tempo e em 2008, o executivo da Odeo, Evan Williams, que o tinha nomeado presidente do Twitter, decidiu afastá-lo para ocupar a sua posição. “Foi como se me tivessem dado um murro no estômago”, referiu Jack Dorsey. Em 2010 tudo mudou. Evan Williams abandonou o cargo, retornando Jack à liderança desta rede social. Nos dias de hoje, divide a liderança com a sua outra empresa: a Square, um negócio que falei no artigo sobre as 17 ferramentas indispensáveis para Freelancers. Depois de saber a história do seu fundador, veja algumas curiosidade do Twitter:

  • Oferece almoço aos seus funcionários na sede da empresa, para que não percam tempo a ir almoçar
  • São criadas 9,1 contas por segundos que se juntam às 300 milhões já existentes
  • 10,5 milhões de seguidores é o recorde na rede social e pertence à cantora Lady Gaga
  • 21 milhões de contas ativas mas só 7% das pessoas utilizam mesmo o Twitter
  • Foram feitos 6,9 mil tweets por segundo durante a comemoração do ano novo no Japão, este ano

Mas agora, o que podemos aprender no nosso trabalho de freelancer com toda esta história?

1. Tenha paciência

Como pôde ver, Jack Dorsey teve que esperar seis anos para que o seu negócio pode-se começar a aparecer. A falta de paciência é um dos motivos porque muitos freelancers ficam desmotivados com o trabalho e acabam por desistir. É normal que muitas vezes se questione até quando deve insistir no trabalho de freelancer. É preciso da tempo para que o seu negócio cresça e comece a dar frutos. Defina um período até que o seu negócio comece a ser rentável. Normalmente um ano é o período mínimo para começar a ter alguns resultados. Menos que isso é suicídio, pois nenhum negócio começa a compensar as despesas em menos de um ano.

2. Vá atrás daquilo que quer

Só indo atrás daquilo que realmente queremos é que podemos chegar longe. O fundador do Twitter trocou de profissão uma dezena de vezes antes de arriscar o seu próprio negócio. Isto quer dizer que ele é muito indeciso? Talvez, mas tinha um objetivo: apenas fazer aquilo que gosta. E foi nisso que ele se concentrou. Se realmente quiser ter satisfação no seu trabalho de freelancer, arrisque apenas naquilo que gosta e não apenas porque dá dinheiro ou porque está na moda.

3. Seja produtivo

A carreira de freelancer não se faz ficando à espera que os outros façam algo por nós. Os freelancers têm que ir atrás do seu trabalho, promovê-lo e angariar mais clientes. Quem ficar à espera que os clientes apareçam facilmente vai cair no esquecimento. Jack Dorsey enviou emails, inscreveu-se em aulas e mudou-se de cidade. Tudo isto porque estava atrás daquilo que realmente queria.

4. Não se lamente

Nem sempre o seu trabalho será fantástico. Nem conseguirá escrever artigos com qualidade para o blog ou manter a produtividade em tempos difíceis. Quando isso acontecer, agarre-se às suas metas. Não adiante lamentar que os clientes não aparecem ou que o mau tempo retira a sua criatividade. Siga em frente e pense que esses contratempos fazem parte do dia-a-dia de qualquer freelancer e que essa não será a primeiro nem a última vez que as dificuldades vão aparecer.

5. Sonhe alto

Jack Dorsey não se contentou com um pequeno emprego. Ele queria mais. Quis arriscar no seu próprio negócio e não se ficou por um pequeno site. Ele podia muito bem ter tentado copiar outra rede social qualquer existente. Mas quis fazer algo original, com apenas 140 caracteres em cada mensagem. Sonhou alto e conseguiu. Talvez se tivesse por algo banal hoje não estaríamos aqui falando dele.

6. Sua localização não deve ser impedimento

Muitos aspirantes a freelancers deixam de arriscar o seu próprio negócio devido ao local onde vivem. Dizem que se tivessem em outro país ou outra cidade tudo seria diferente. Isso não é mais do que uma desculpa para não fazer carreira como freelancer. Um dos pontos positivos de trabalhar como freelancer é o fato de poder manter a produtividade em qualquer parte do mundo, precisando apenas de um computador. Portanto, não tenha medo de arriscar e ir para outra cidade ou país. Você irá aprender outra cultura e possivelmente outras línguas. Nem tudo é mau quando se sai do nosso local habitual.

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