Marketing Digital 22/07/2013

Cobrar muito vs cobrar pouco: qual deve ser a opção do freelancer?

Luciano Larrossa Publicado por Luciano Larrossa

Todos os freelancers praticam diferentes preços no mercado e essa é uma realidade que não é possível fugir, ficando cada um responsável por definir o valor que considera ser mais justo para o seu negócio. Porém, uma questão tem gerado constantes debates entre os profissionais autônomos: o freelancer deve cobrar muito ou pouco pelo seu trabalho? Há quem defenda que cobrar muito valoriza a profissão, mas também existe quem defenda que o preço baixo deve ser uma estratégia adoptada por quem tem pouca experiência no mercado. Afinal, qual das duas é a melhor? É sobre esse tema que vamos falar neste post.

Em primeiro lugar, é necessário perceber o que leva um profissional a cobrar muito ou pouco pelo seu trabalho. Quem cobra mais normalmente oferece ao cliente:

  • Um produto com maior qualidade.
  • Maior profissionalismo.
  • Uma experiência elevada.
  • Diferencial no mercado pois indica que o trabalho prestado tem valor acrescentado relativamente à concorrência.
  • Utilização de melhores ferramentas por parte do freelancer.
  • Maior cumprimento nos prazos de entrega.

Por outro lado, cobrar um preço baixo normalmente está associado a fatores completamente diferentes, tais como:

  • Menos custos por parte do cliente.
  • Uma experiência inferior por parte do freela comparativamente a grande parte dos profissionais.
  • Poucos trabalhos realizados até ao momento.
  • Menos qualidade do que a maioria dos concorrentes.

Os pontos que falei acima representam apenas uma ideia do geral do que está associado à diferenciação dos preços, não sendo esta uma regra obrigatória. Já conheci profissionais que até tinham uma boa qualidade e cobravam preços mais baixos apenas por terem pouca experiência e considerarem justo este preço. Por outro lado, também é muito normal vermos freelas com preços mais elevados mas que no final acabam por apresentar um trabalho de fraca qualidade. O mercado tem de tudo, mas sem dúvida alguma que as linhas apresentadas acima são a tendência geral. Mas antes de iniciar a ler as próximas linhas, dê uma olhada nestes posts que podem ajudá-lo a definir os preços:

O QUE FAZER?

Tendo então como base os pontos anteriores, o que deve ser feito pelo freela? Qual das duas escolhas é a melhor opção? Essa resposta necessita sempre de uma avaliação intrínseca muito grande por parte do profissional autônomo que desde o início necessita de perceber se:

  • É muito ou pouco experiente comparativamente aos concorrentes?
  • Tem um passado que assegura bons resultados ao cliente ou, por outro lado, ainda tem dúvidas de como irá reagir aos vários pedidos que surgirem?
  • Tem um portfólio e um site apresentável ou dá a conhecer os seus serviços apenas por email?
  • Já lidou com muitos clientes ou esta é uma das suas primeiras experiências?
  • Está por dentro das últimas tendências ou sabe apenas o básico?

Tendo como base estas questões já dá para ter uma ideia daquilo que deve cobrar, pois preços mais altos estão sempre associados a profissionais de renome enquanto os preços mais reduzidos são associados a freelas menos experientes e com pior qualidade.

O QUE O CLIENTE GANHARÁ AO TRABALHAR COM VOCÊ?

Um dos segredos para responder à pergunta do título é perceber o que o cliente ganhará com você. Se o trabalho oferecido fizer realmente a diferença, aí ele deve pagar mais por isso. Por outro, se o trabalho apresentado é comum e não acrescenta grande valor ao mercado, o preço definido pelo freelancer deve ser um pouco inferior. Pensar no cliente em primeiro lugar dá também ao freela uma maior sinceridade na sua resposta e uma possibilidade de criar uma relação de longo prazo. Se o preço criar boas expectativas no cliente (se ele está pagando algo caro ele espera boa qualidade) e depois o trabalho não corresponder a essas mesmas expectativas, o mais certo é que ele não faça mais projetos consigo.

A SUA IMAGEM NO MERCADO

O preço também define muito da sua posição no mercado. Quem cobra um preço mais reduzido por norma é visto como um iniciante ou um aprendiz que apenas está conseguindo clientes devido ao seu custo mais reduzido. Por outro lado, propostas com valor mais elevado colocam o profissional autônomo no topo de seu mercado, sendo visto como alguém de renome e com quem vale a pena trabalhar. Mas mais uma vez volto a lembrar: adeque o preço à sua qualidade, caso contrário esta imagem criada pelo preço cairá por terra em pouco tempo.

“COBRE ALTO OU FAÇA GRÁTIS, NUNCA BARATO”

Esta frase resume bem uma realidade do mercado atual e partilha um princípio muito simples: cobrar barato não vale a pena. Quando não existe cobrança do serviço, tendo como objetivo o aumento da experiência, isso não gera expectativas no cliente. Ao ter um trabalhador gratuito, o cliente normalmente não interfere no projeto, não exige muito e não retira muito tempo ao freela, estando mais aberto a todo o tipo de sugestões. Por outro lado, quando alguém paga para que um profissional realize um trabalho, essa pessoa tem expectativas que são independentes ao preço cobrado. Quer pague muito ou pouco, o cliente vai querer um resultado final apreciável. Por isso se a sua motivação para cobrar pouco é ganhar experiência, o melhor é mesmo fazer de graça.

TENHA EM ATENÇÃO OS SEUS GASTOS

O objetivo deste post não é decidir se você deve cobrar mais ou menos pelos seus serviços, mas sim dar pistas que possam ajudá-lo a definir quanto cobrar pelos seus serviços consoante a sua situação atual e os seus objetivos. Porém, existem fatores que são independentes ao valor que vai cobrar. São os custos que você tem enquanto freelancer e que são indiferentes ao seu preço de mercado. Vejamos quais são:

  • Despesas mensais com aplicativos como o Paymo, Flow, etc.
  • Despesas habituais suas como a eletricidade, comida, deslocações, etc.
  • Despesas do seu tempo e do que você deixou de ganhar para trabalhar com aquele cliente.
  • Taxas cobradas pelo Estado.
  • Custos de celular.
  • Custos de material para o seu local de trabalho como o computador, mesa, cadeiras, etc.
  • Dinheiro colocado de parte para investir na divulgação do seu negócio.
  • Gastos com outros freelas para realizarem algumas tarefas desse projeto.
  • Custos na educação e formação.

A NOSSA OPINIÃO

Quem acompanha a Escola Freelancer sabe que nós aqui defendemos que você deve apostar na qualificação dos seus serviços e no destaque no mercado ao invés de ficar cobrando pouco e ganhando um valor irrisório pelo seu trabalho. Acreditamos que essa é uma estratégia que permite uma presença mais prolongada no mercado. Além disso, ao cobrar um pouco mais, o freela tem sempre uma margem maior para conseguir investir em publicidade, material de trabalho, etc. Porém, não cabe a nós decidir pelo freela, visto que cada um opta pelo que for mais conveniente naquele momento. O dinheiro pode ser uma necessidade imediata para o profissional autônomo e nessas situações é quase obrigatório aceitar clientes que pagam um pouco menos. Cabe a você saber o que quer para o seu futuro enquanto pessoa e empreendedor. Se mesmo assistir estiver com dúvidas, dê uma olhada no MyPrice clicando aqui. Este aplicativo pode dar uma ajuda na hora de definir os seus preços.

Agora chegou a sua vez:

  • Qual é a melhor opção para o freelancer: cobrar mais ou cobrar menos?
  • As propostas de baixo valor devem ser sempre rejeitadas ou existem situações em que é aceitável dar o “sim” para o cliente?

Até já,

Luciano Larrossa

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